A influência do estresse na gestação é conhecida há tempos. Baixo peso ao nascer, maior risco de parto prematuro e ameaças à saúde da mulher são efeitos já comprovados pela ciência. Para além do parto agora se estuda, por exemplo, como ele pode afetar o crescimento do bebê e seu comportamento na infância.
A ligação entre o estresse e o desenvolvimento cerebral fetal é excepcionalmente aterrorizante para mulheres que estavam grávidas durante a pandemia. A primeira pesquisa feita indicou que o estresse em gestantes durante a era da Covid-19 duplicou, ou até mesmo triplicou.
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O impacto do estresse materno
Pesquisas anteriores haviam ligado o estresse, a ansiedade e a depressão em mulheres grávidas a problemas emocionais, sociais e de comportamento em seus filhos quando forem mais velhos.
Estudos clínicos apontaram déficits neurocomportamentais, como coordenação motora prejudicada, reatividade emocional alta e atrasos linguísticos em crianças nascidas de mães ansiosas.
Altos níveis de estresse durante a gestação atrapalham a bioquímica do cérebro do bebê e o crescimento do hipocampo – área do cérebro envolvida na formação de novas memórias, que também está associada com o aprendizado e com as emoções.
Estudos mais antigos também encontraram padrões eletroencefalográficos incomuns nos lobos frontais de crianças, juntamente com mudanças na matéria branca, responsável por organizar a comunicação entre várias partes do cérebro.
O estresse também foi ligado a partos prematuros. Mulheres que se sentiram sobrecarregadas durante os meses, e até anos, antes da concepção tiveram gestações mais curtas que outras mulheres.
Relação conhecida
Sabemos há pelo menos trinta anos que o estresse influencia na gestação e no desenvolvimento do bebê. Além disso, há um risco maior da placenta envelhecer antes do tempo. A condição, chamada de maturidade placentária acelerada, também é provocada pelo tabagismo e pode prejudicar o aporte de oxigênio e nutrientes ao filho.
Fatores estressantes
São considerados tanto problemas como privação de alimentos quanto alterações em laboratório dos níveis de hormônios do estresse, como o cortisol. Estas substâncias são liberadas aos montes quando passamos por situações desgastantes, que podem ser as mais diversas, especialmente quando falamos de vidas humanas.
Uma das causas principais de estresse foi ter que fazer algum exame para investigar suspeitas sobre a saúde do bebê, seguida pelo abandono paterno, separações e discussões com o parceiro.
Resta identificar desde cedo essas adversidades e, quando elas forem inevitáveis, buscar táticas para equilibrar a mente.
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